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Montagem PT-19 da CMP na versão Elétrica por Reinaldo M. Martins

novembro 8, 2011 - Aeromodelismo, Dicas e Sugestões

Este post tem como objetivo mostrar o passo a passo da montagem do PT-19 da CMP, expondo a instalação completa do equipamento de rádio, motor, ESC e explorando também dicas para melhoria da aparência escala do modelo.

Sempre fui apaixonado pelo PT-19, pois além de ser um modelo de montagem simples, seu vôo é muito gracioso. A propulsão elétrica permitirá que mantenha-se o cowl do motor totalmente ser cortes, preservando ainda mais a fidelidade ao original.

Olhando mais de perto as peças que compõe o kit, notei o cuidado na impressão do termo adesivo com os detalhes da chaparia do avião real. Até minúsculas placas de aviso e janelas de inspeção estão bem impressas e totalmente legíveis. Para quem gosta de escala, este modelo é um prato cheio!

 

Adicionalmente, adquirí um trem em alumínio com amortecedores reais, específico para a instalação no PT-19. Este necessita de rodas de tamanho menor. A original é de 70mme não cabe no garfo, sendo necessário outra roda de 65 a 70mm de diãmetro.

Montagem da Asa

Não requer cuidados específicos, mas minha dica é primeiramente colar as talas centrais de alumínio em cada painel de asa para que, quando da união efetiva dos painéis, estas sirvam de ponto de fixação e junção.

Colando a tala de alumínio central do painel de asa

Utilizei 2 prendedores de roupa e 4 argolas de elástico para fixação de asa a fim de garantir uma perfeita junção entre os painéis.

 

 

 

 

 

 

Enquanto a cola epóxi cura, procedi para iniciar a fixação do motor elétrico, que foi um EMAX 2832, no montante do PT-19. Este kit possui 2 paredes de fogo, uma preparada para a instalação de motores glow e suporte de tanque. A outra é específica para a instalação de motores elétricos. Uma grande sacada do fabricante foi fazer esta parede de fogo deslizante, ou seja, é possivel ajustar a distância da mesma para que o encosto da hélice fique faceando a carenagem do motor sem a necessidade de instalar arruelas ou calços adicionais.

Instalando o montante em X que acompanha o motor

Agora, fixamos o motor à parede de fogo ajustável. O kit fornece 2 tipos:

Na parte de trás foram utilizadas porca auto cravantes pois no caso de da necessidade de desmontagem para manutenção ou reparo, basta utilizar uma chave allen pela frente.

A próxima etapa é importante, pois será a instalação e colagem da parede de fogo ajustável à seção dianteira da fuselagem. Primeiramente eu determinei a posição que melhor se acomodava a carenagem do motor com relação aos traços de pintura coincidirem com os da fuselagem. Uma vez definida esta posição, simplesmente deslizei o montante até que o encosto da hélice ficasse por volta de 2mm para fora da carenagem.

Após determinar a posição, marquei com uma caneta os pontos de fixação para aplicar a cola epóxi somente nas junções. Depois de seco, o motor já está na posição correta, restando apenas fixá-la com parafusos.

Estas foram as ações da primeira noite de trabalho. Até a próxima!

Reinaldo

Olá pessoal, seguindo com a construção do PT-19, foi possível adiantar mais uma boa parte da montagem. Este kit está realmente bem simples de montar para um escala.

Após secagem da asa, procedí com a colagem das dobradiças e instalação do servo e linkagens dos ailerons. Para esta etapa, ficam as seguintes recomendações:

Colagem das dobradiças de CA somente com cianoacrilato fina – insira as dobradiças nas superfícies de comando e estas na asa, deixando um espaço para que o aileron possa movimentar-se livremente. Olhar através da luz ajudará a verificar o paralelismo entre asa e aileron. Após isso, deflexione cuidadosamente o aileron de maneira que você tenha acesso/visibilidade à dobradiça e pingue de 5 a 6 gotas de CA fina, aguardando o material absorver a cola entre as gotas. Faça isso com as dobradiças das extremidades para garantir o alinhamento e depois termine com as centrais

Seguem fotos da etapa:

PS: A toalha embaixo da asa serve para evitar que a entelagem risque durante a movimentação sobre a bancada!

Separe algumas tiras de papel e deixe próximo. Em caso de haver um depósito excessivo de cola de maneira que aileron e asa se unam, passe rapidamente a tira de folha de sulfite entre as partes. Esta absorverá todo o excesso rapidamente e não se corre o risco de trava o movimento do aileron.

Outra etapa importante é travar o arame de comando dos ailerons dentro dos furos. Isso não dá para ser feito antes da efetiva colagem das dobradiças porque até então não se tem a posição correta de rotação. Então, deve-se fazer a colagem destes arame já em seu devido lugar. O espaço é bastante apertado e, como há risco do arabe grudar na parte fixa da asa, o ideal é prender um plástico de proteção no bordo de fuga da parte fixa com fita adesiva. Fazendo isso, qualquer resquício de cola que escapar do lugar certo, ficará no plástico, que será retirado após limpeza e secagem da cola. A limpeza do excesso é similar á colagem das dobradiças, ou seja, utiliza-se fita de papel.

Após colagem das dobradiças e arames de comando dos ailerons, instalei o servo e as linkagens, cuja operação não ofereceu nenhuma dificuldade adicional. Apenas deve-se prestar bastante atenção no momento de dobrar o arame de comando para que ele fique o mais próximo possível da posição neutra, de maneira que os links rosqueáveis possam fazer os ajuste fino de centralização.

Dica legal! Muitas vezes temos que inserir arames de comando nos furos dos braços de servos, e estes são menores que o diâmetro do arame. Em vez de ficar sofrendo para definir qual broca vai casar com o arame que nem sempre têm medidas inteiras, corte um pedaço do mesmo arame, esmerilhe-o em 2 faces de maneira a criar arestas cortante, como uma broca. Coloque no mandril da furadeira e alargue o furo do servo…Fica certinho!

Instalação do Trem de pouso escala com amortecedores, adquirido separadamente.

Muito bem, a lição da noite (inteira): Quanto mais escala for o modelo, mais trabalhos de adaptação existirão.

A etapa que julguei curta me rendeu um trabalho de 5 horas totais. Vivendo e aprendendo! Por esta razão que farei um detalhamento mais longo desta montagem para que os eventuais proprietários sofram apenas na execução e não na elaboração das ações.

O trem de pouso escala é uma peça linda, em alumínio, articulada e possui um sistema de travamento de rodas sem a necessidade de retentores. O problema desta é que o diametro do eixo é de 4,95mm e nenhuma roda de 70mm possui um furo neste diâmetro interno.

Já que o alargamento do furo era uma coisa obrigatória, escolhi uma roda que ficaria uma perfeição no PT-19, uma roda escala com banda de rodagem e calotas!  Vamos a elas e as adaptações iniciais:

Este é o trem de pouso a ser instalado no lugar do original. As rodas originais possuem 75mm e batem na estrutura do garfo, sendo necessário uma roda menor, de 70mm.

A furadeira com suporte vertical é um item obrigatório para a execução de furos sem perder o centro. Com esta ferramenta, bastou escolher a broca correta e fazer o alargamento.

Foi necessário também desbastar na largura do cubo do eixo, pois este era mais largo que o comprimento do eixo, o qual não possuia ajustes.

O lado oposto da roda somente foi possivel o desbaste com um cilindro de lixa na dremel, o que deve ser feito com muito cuidado. Depois de pronto, fica perfeito.

As fotos abaixo mostram as pernas prontas, sendo o próximo passo a instalação das mesmas na asa. Parecia rápido, mas também deu um bom trabalho.

Com as calotas instaladas fica perfeito.Nada de visual de aeromodelo…

Olhem as pinças de freio simuladas…coisa linda de ser ver. Aí compensa todo o trabalho de adaptação!

Fixação das pernas articuladas nas asas.

Estas pernas são instaladas nos mesmos lugares do trem fixo original, que acompanha o kit. Alguns ajustes tais como largura do canal/furos e também paralelismo das pernas foram necessárias, por isso, antes da fixação definitiva, meça com um esquadro os alinhamentos:

Para fixar a perna no arame de aço, caprichei no aperto dos parafusos allen e muito trava-roscas químico. Não dá nem pra pensar em uma destas pernas soltarem em vôo!

No kit acompanham duas capas de trem de pouso, feitas em fibra de vidro. O manual sugere a colagem das mesmas, mas neste caso eu preferí fixá-las com parafusos, pois no caso de uma eventual necessidade de reparos ou ajustes fica fácil de remover.

Asa completamente pronta…Essa deu trabalho. Agora, na proxima etapa da montagem, retornarei às linkagens e instalação dos servos na fuselagem.

Até amanhã!!!

Reinaldo

Colagem de profundor, Leme, fixação de servos e linkagens

Esta etapa rende bem, o segredo é fazer a colagem do profundor e leme na noite que antecede o manuseio das peças. Minha recomendação é que se utilize a cola epoxi de cura mais lenta possivel.Por que? Limpeza…

Quando trabalhamos com peças sensíveis e que necessitam de um posicionamento preciso, perde-se tempo, e o tempo de cura da epóxi é nosso inimigo…por isso, quanto mais lenta a cura, maior tempo de ajuste da peça se ganha e também tempo para limpeza dos excessos de cola que são facilmente removidos com um papel higiênico embebido com alcool.

Colocadas as regras, seguem as fotos…

Primeiramente, faz-se o alinhamento “a seco” do profundor e crava-se alfinetes para que se tenha o registro da posição correta. Depois retira-se o excesso de entelagem para que a colagem seja feita de “madeira com madeira” , caso contrário, o profundor poderá soltar em vôo. Depois de alinhado verticalmente, olhe o avião por trás e verifique o paralelismo em relação à asa. Se a fenda onde o profundor tiver alguma folga, é possível fazer ajustes finos apenas colocando um peso de um dos lados do profundor a fim de deixar paralelo à asa.

Não esqueca de inserir o arame em U que liga os profundores ANTES de colar efetivamente o estabilizador!!!

Abra as fendas que saem os arames de comando com um ferro de solda

Ajuste o horn do leme para que se tenha um incremento do curso desta peça.

Uma boa dica para a furação correta dos horns é primeiramente fixá-lo com uma pequena quantidade de CA e depois faça os furos diretamente sobre ele, que servirá de guia.

Horns, links e arames de comando já instalados e ajustados de maneira que o deslocamento seja leve e livre de obstáculos. Isso é muito importante a fim de não forçar os servos que, consequentemente, drenarão menos energia da bateria.

Servos instalados de maneira um pouquinho diferente do manual. Não há uma regra específica para a instalação de servos em mesas como esta, que não possuem slots definidos. No meu caso, posicionei-os de maneira que os arames ficassem o mais alinhados quanto possível. O resultado foi um deslocamento livre das superfícies de comando.

Instalação de motor/esc/receptor e ajuste da fiação

Deixo para a fase final a instalação de ESC e bateria, pois somente depois de o modelo estar praticamente pronto é que teremos uma real noção do posicionamento da bateria principal. Porque?

A bateria de alimentação do motor é o componente mais pesado a ser instalado no avião e, dependendo de onde esta for instalada, o CG (centro de gravidade) pode ser significantemente alterado. Então, para definir onde a bateria será instalada, sigo as seguintes regras:

- Instalar todos os componentes fixos da montagem. Entenda-se servos, linkagens, rodas  trens de pouso, motor, receptor e qualquer coisa que têm uma posição dentro no modelo na qual não é possível alterar.

- Fica de fora a Bateria e ESC, que são componentes que podem ser instalados em posições diferentes, desde que o kit permita isso.

- Monte o avião completo (até com o canopy e pilotos, pois o peso agregado destas pequenas coisas em seus devidos lugares faz diferença.

- Meça o CG fornecido pelo manual de montagem e marque o mesmo na asa.

- Coloque a bateria e ESC de maneira que o Cg fique na posição indicada.

Após achar as posições corretas, o desafio é fixá-los nestas posições, não importa os meios. Isso é uma ocorrência normal para qualquer elétrico que aceita uma grande variedade de motores, ou seja, dependendo do motor que se instala no nariz, a bateria será posicionada em lugares diferentes. Em último caso, caso o CG fique fora, é a adição de peso no nariz ou na cauda do modelo.

O PT-19 não precisou de contrapesos para acertar o CG. A bateria ficou um pouco mais recuada, mas ainda dentro de sua mesa de apoio, o que facilitou o trabalho. Adicionalmente, utilizei minha experiência em adaptações para fixar a bateria de modo seguro e de fácil troca, conforme fotos abaixo:

Como o fio do ESc é relativamennte curto, criei um caminho mais direto para o mesmo.

Abri mais um canal interno para passagem do fio que alimenta a entrada SPC do Optima 7 a fim de poder fazer a telemetria da bateria principal. Nem precisava, mas o capricho favorece a segurança de operação!

ESC já fixado definitivamente em seu lugar. A utilização de cintas plásticas ajuda bastante na fixação da eletrônica!

Ao projetar a “cama” da bateria, automaticamente já tinha os limites até onde os cabos originais poderiam chegar sem emendá-los. Sendo assim, também defini o local onde seria fixado o receptor. Ficou perfeito, e o posicionamento incomum que criei dos servos de leme e profundor cairam como uma luva. Colei 2 palitos de sorvete entre os servos e criei a mesa de fixação do receptor. Dê enfase a espumar o receptor a fim de proteger das vibrações. A utlização de fita dupla face também facilita bastante os trabalhos de fixação.

Palitos de sorvete fixados por baixo da mesa

Colando um pedaço de espuma na mesa do receptor

Receptor instalado com fita dupla face

Cintas plásticas instaladas com leve pressão, apenas para garantir que o receptor não saia do lugar e antena já instalada em uma excelente posição, livre de objetos metálicos.

O suporte da Antena BODA da Hitec é bem fácil de usar, pois nele inclui uma fita dupla face, com poder de adesão suficiente para manter fixada em seu lugar. Em caso de maior firmeza, parafusos também poderão ser utilizados, mas neste caso não precisou.

Após difinir em qual posição ficaria a bateria, cortei pequenos pedaços de espuma para que esta não ficasse em contato físico com superfícies sólidas como a madeira a fim de garantir que a vibração induzida pelo motor/hélice não desgastasse o encapsulamento plástico da bateria.

A mesa de bateria é um verdadeiro salão de festas! Instalei uma Bateria Yuntong YT4S3700 e sobrou espaço até para baterias da faixa de 5000mAh.

Olha a bateria aí…até parece que nasceu para ficar neste local. Para fixá-la de maneira que não saia em vôo, mas fique fácil retirá-la para recarregá-la, gastei mais algo em torno de R$ o,20 (isso mesmo, centavos) em uma sistema de ganchos e elásticos conforme foto abaixo. O resultado: simples, leve e eficaz. As fotos falam por sí só.

- Perfumaria – Instalação de painel, parabrisas, acolchoado, pilotos e torre de proteção

Essa foi outras das fases demoradas. Muitos detalhes e cuidados para que o acabamento ficasse compatível com a qualidade do modelo. E essa somente depende de nosso capricho. Então vamos lá.

Os parabrisas vêm pintados, mas não recortados, então a dose de capricho e paciência já começa por aí…

Uma tesoura curva para corte de bolhas de policarbonato, utilizada em automodelismo, funciona muito bem nesta tarefa. As linhas demarcatórias estão bem visíveis para um corte bem feito.

Segue foto do parabrisa recortado

O adesivo deve ser recortado e colado em um pedaço de balsa, que será encaixado dentro do cockpit.

Depois disso, procedí com a fixação do acolchoado em volta das cabines. O produto era um tubo de silicone preto, que deveria ser cortado de maneira que encaixasse nas bordas. Tentei cortar com a tesoura, mas logo ví que o corte não saia alinhado. Então, lembrei-me dos métodos Mcgyver de resolver problemas. Prendi com uma morsa um lado do tubo, segurei o outro lado bem esticado e corri uma lâmina NOVA pelo tubo. Aí sim ficou bom. Por sorte o primeiro pedaço que cortei na tesoura não fez falta.

O manual pede para colar com epóxi as bordas no cockpit. Eu julguei que a cola CA poderia ser mais rápida, mas não deu certo, pois como o material é silicone, quase nada adere ao mesmo. Minha dica é utilizar cola de silicone mesmo, assim a aderencia fica melhor.

Olha aí…tá começando a ficar bonito…

Colar os parabrisas sem fazer sujeira nem furos também foi outro desafio. Utilizei a tecnica ninja de 3 minúsculas gotinhas de CA, 2 nas extremidades e 1 no meio, e o restante da área de colagem com cola para canopy, que pode ser substituida pelo epoxi sem problemas.

Tem que ser um tiro certeiro: Instale o párabrisa em sua posição e segure alguns segundos até que o CA fixe o mesmo. Depois disso, é só retirar a mão e deixar a outra cola fixar naturalmente.

Tá começando a parecer avião!

Apesar de não ser muito adepto à instalação de busto de pilotos em aeromodelos, O PT-19 fica muito estranho sem eles. Como estes nãovêm no kit, precisei providenciá-los. O ideal seriam 2 pilotos da segunda guerra, mas por falta destes, resolvi imaginar que este PT-19 é um avião restaurado nos dias de hoje e quem voa são 2 pilotos civís com um fone de ouvido, pois atualmente nenhum avião clássico pode voar ser rádio comunicação….será que convencí?

Cola quente (relaxo) fita dupla face (capricho) , mas ambas fazem o mesmo serviço e estrago…depois de grudado, é praticamente impossível descolar sem arrancar madeira junto…então, mais uma etapa sem possibilidade de erros. Antes de instalar, marque bem a posição do piloto dentro do cockpit. Lembre-se que lá tem um furo onde o mesmo é utilizado para ser fixado à fuselagem. Deixe um espaço para entrar a chave de fenda.

Caso tenham notado,no avião real, existe uma torre metálica entre as cabines, que serve de proteção aos pilotos no caso do avião pilonar em um pouso e virar de cabeça para baixo. Sua função é similar a um Sant’antonio de um Buggy.

Este cockpit retrátil é bem prático para se poser trocar a bateria de vôo sem precisar tirar a asa, mas carece de uma pequena falha: Apenas um parafuso o segura no lugar, de maneira que se voce forçar a frente do mesmo, ele levanta um pouco. A solução foi simples: instalei um pequeno pino guia na frente. Aí é só encaixar o canopy, e deslocá-lo para a frente para que ele fique travado. Seguem fotos que ilustram a modificação recomendada:

Insira um pequeno tubo de alumínio e cole-o. Depois pinte com caneta par que o furo fique marcado na fita colada na fuselagem a fim de que saiba exatamente onde fazer a furação.

Ensaios de motor:

Antes de fechar por definitivo o cowl do motor, é prudente fazer pelo menos 2 ciclos completos de funcionamento, envolvendo:

- 30 segundos em potência máxima

- tempo restante em meia potencia até o ESC começar a diminuir gradativamente as rotações do motor.

Por estar utilizando a entrada SPC do Receptor Optima 7,  consigo ler diretamente o valor de tensão da bateria principal na tela do rádio. A grande sacada é que é possível determinar um valor de tensão determinado onde, quando esta atinge o valor programado, soa um alarme avisando-nos que devemos pousar antes que a bateria se esgote completamente.

Na prática, fiz da seguinte maneira: A bateria LIPO 4s possui 14,8V de tensão nominal. O ESC corta a o acionamento do motor quando a bateria atinge por volta de 12V (3V por célula) . Sendo assim, para garantir alguns minutos de vôo antes que as baterias cheguem ao nivel de corte, setei o alarme de bateria no Aurora 9 para o valor de 13,5V. Assim, o alarme soará, e eu terei uma margem segura para voar, fazer o trafego e pousar com segurança.

O tempo de funcionamento em 55% de potência foram aproximados 15 minutos, o que julguei bom, considerando o esforço a mais quando o avião está estático, preso ao solo.  A temperatura do motor não subiu, ficou apenas morno, significando que o setup foi correto.

Bem, está pronta a máquina! Agora tenho que esperar uma brecha de tempo bom e fazer o video demonstrativo. Segue uma foto final:

É realmente lindo, não acham?

Próximo encontro: Impressões de vôo e video demonstrativo.

Um abraço,

Reinaldo

Sobre o Autor

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